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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Contos Anonimos

Sei que ja estamos a muito sem postar nada da historia, peço milhares de desculpas por isso, juro que em breve postaremos mais coisas, mas...bem...wathever, dane-se o After(por enquanto).
Eu queria mostrar a vocês hoje uma das historias da minha nova amiga Grinch do blog "contos anonimos". Vou postar a primeira parte do conto "Maria sangrenta" que conta a historia de Maria uma menina
de 12 anos que apos o enterro do pai se ve no meio de uma sangrenta batalha, sofrendo graves ferimentos deixando-a quase morta e so a um jeito de sobreviver...
Espero que gostem(Eu amei, sem zuera), e continuem lendo no blog "contos anonimos"


Primeiro capitulo-Maria sangrenta

Era uma tarde nublada na pequena cidade de Merveilles. Um vento frio balançava as árvores e tentava levantar os vestidos das moças, os pequenos passarinhos não cantavam e se escondiam em seus ninhos.

Estava quase chovendo quando minha mãe pôs a mão no meu ombro. Era quase hora de voltarmos para casa, visto que não havia mais ninguém naquele funeral de segunda categoria de um marceneiro. O padre já fora, meus tios já foram, o lugar estava vazio. Morbidamente vazio e silencioso. Até mesmo minha mãe já parara de chorar. Mas para mim, que estava no início dos meus doze anos, era difícil acreditar que meu pai havia morrido.

E tão de repente. Uma doença dos pulmões o pegou desprevenido, e em poucos dias ele nem sair da cama conseguia.

Não achava que ele tinha morrido em paz. Nos últimos dias de vida estava óbvia sua condição dolorosa, lutando para poder sobreviver. Mas o pobre coitado de meu pai Endre não resistiu. Não era de se esperar que ele resistisse, claro, mas na mente de uma criança de doze anos, era bem possível que anjos descessem do céu e o agraciasse com a piedade divina.

Não... Isso não ocorreu. Era por isso que eu estava lá, olhando para a lápide de meu pai, que dizia nada mais que sua data de nascimento e de óbito e algumas inscrições de valor sentimental.

Distanciei-me de minha mãe Eliezer, seguindo para o pequeno bosque que existe em volta do cemitério e ignorando-a chamra meu nome. Queria passar algum tempo sozinha, pensando erefletindo sobre como minha vida seria agora sem meu pai, meu querido pai que trabalhava para pôr comida na mesa.

Sentei-me aos pés de uma árvore particularmente grande, comparada à minha altura de pouco mais de um metro e quarenta. Abracei meus joelhos, olhando para o céu. As nuvens antes pratas agora estavam negras, transformando o dia em noite, algo que só pioraria meu humor quando eu voltasse para casa. Haveria de chover, a chuva inundaria toda a praça e nos dias seguintes haveria apenas o cheiro úmido de mofo.

O som do galope de um cavalo quebrou minha concentração, acordando-me para o que estava ao meu redor. Começara a chover; nada muito forte, mas em pouco tempo cairia o já falado temporal. Levantei-me, preparando-me para voltar até minha mãe, quando vi um dos cavalos passar atrás de algumas árvores na minha frente.

Pondo-me a andar, e após andar por alguns minutos, percebi que havia algo de errado e ou que minha mente me pregava truques. O lugar, além de alagado pela chuva – Criando lama que suja minhas botas – estava também enevoado, o que não deveria estar acontecendo, ou assim pensei que não. Estava tudo esquisito. Sinistro, assustador. Meu eu de doze anos não aguentaria.

Do fundo dos meus pulmões, gritei por minha mãe, que não estava em lugar algum dentro de meu campo de visão. Não que este fosse muito grande com aquela névoa, claro. Tomei refúgio da chuva debaixo de uma árvore de folhas largas, esperando que o clima melhorasse em alguns minutos para eu poder voltar para casa.

Outro cavalo passava perto de mim, e ouvi o som de flechas sendo atiradas. Eu estava bem no meio da disputa entre dois nobres cavalheiros e, se eu não fosse cuidadosa, seria morta por eles.

Uma flecha encravou bem no tronco da árvore onde eu me abrigava. Gritei em desespero e fiz algo que, caso eu não tivesse feito, provavelmente não estaria aqui te contando essa história. Em vez de eu tentar me acalmar e me abaixar, fiz a coisa mais ridícula e inútil que alguém poderia fazer: Saí correndo.

No meio do caminho, quando eu já via aquelas tumbas tão familiares, senti algo se alojar em minhas costas.


Foi interrompida.

"Era uma flecha." Ele disse, suspirando.

"Exatamente, você não é tão burro quanto eu pensei." Voltou a falar.


Depois disso, eu desmaiei, implorando para que eu fosse perdoada e fosse para o paraíso. Eu sabia que iria morrer. Mas, um dos nobres cavalheiros desceu de seu cavalo, indo até meu corpinho pequeno e tosco esticado no chão.

"Você não devia ter feito isso." Ele disse para o outro. Se eu estivesse acordada, me espantaria com a quantidade de flechas encravadas em seu corpo.

"Não fui eu, foi ela."

"O que fazemos agora? Terminamos de matar ela e escondemos o corpo?"

"Prometemos que não mataríamos crianças."

"Você sugere que façamos o que?"

"Vamos levar ela para casa."

"Para?"

"Nossos pais saberão o que fazer."

"Então mova ela com cuidado. Essa flecha deve ter perfurado o estômago dela, no mínimo. Se quiser que ela chegue viva lá, claro."

Um deles, o mais alto, pegou delicadamente meu corpo, tomando cuidado para não mover demais a estaca encravada na minha barriga. Montou em seu cavalo e foi em direção à sua casa, que na verdade era um castelo enorme e bonito que era visível até mesmo do vilarejo onde eu morava.

Chegando ao tal castelo, que por acaso é esse onde estamos agora, ele mostrou-me para sua mãe. O que poderiam fazer? Matar crianças era completamente contra seu código ético, mas aquilo havia sido um acidente.

Deixaram-me em um quarto pequeno e escuro, retiraram a flecha de mim, cuidaram de meu ferimento da melhor maneira possível. Consegui acordar mais uma vez antes de morrer. Acordei vendo um homem segurando meu pulso, apertando-o. Não fiz muito barulho, mas eles sabiam que eu já estava consciente.

"Ellouise, ela não vai resistir."

"Ela está já muito fraca, não está?"

"Sim."

"Não é de espantar. Ela perdeu muito sangue."

"Você decide o que fazemos."

Como eu rezei para não me deixarem morrer!

"Sirva-se." A moça respondeu.

"Que irresponsabilidade esta de nossos filhos."

"Sirva-se" Ela repetiu, determinada. "Aproveite que estou em meu melhor humor e que não quero ter de enterrar mais uma menininha."

"Você é uma pessoa cruel."

Ela sorriu.

O homem, que era muito bonito, beijou meu pulso, e o mordeu com força. Eu gritei tanto àquela hora, me levantando violentamente da cama e tentando tirar meu braço do alcance dele, chorando ao ver aquele moço tentando me matar.

Mas claro, eu ainda tinha um ferimento enorme, e isso me derrubou facilmente. Tombei para o lado, me apoiando inicialmente nos meus bracinhos, e depois batendo de bochecha no lençol fino.

"N-não me mate" Eu disse, gaguejando. Estava desesperada àquela hora. "Por favor..."

O casal se entreolhou.

"Por favor, por favor, por favor" Eu balbuciava sem parar, apertando uma almofada. Logo minha voz deixou de ser ouvida e minha boca apenas fazia os movimentos, sem som nenhum. Mas eu ainda estava viva. Estava sofrendo, mas estava viva. Não iria me deixar morrer tão fácil.

"O que eu fiz pra vocês me matarem?" Perguntei, num sussurro, e a moça de cabelos ruivos e olhos verdes sentou-se ao meu lado.

"Me responda uma coisa" Ela disse. "Você preferiria morrer ou virar um monstro, ainda provido de vontade própria, corpo humano, mas mente de monstro? Responda rápido, pequena, antes que você morra."

No que isso iria me ajudar?

"Monstro" Respondi, fechando os olhos. Eu vou virar um monstro? Pensei. Se eu ainda pudesse ver minha mãe, viraria qualquer coisa.

"Monstro" Ela repetiu, sorrindo. Parecia feliz com minha decisão, e segurou meu pulso machucado com delicadeza. "Já imaginava. Vai doer um pouco. Mas você quer viver, não quer? Vai ter que suportar a dor para viver."

Não me deu tempo para responder a pergunta, mordeu meu pulso, sugando o sangue das minhas veias. Aquilo doía, sim, doía bastante, mas eu acreditava que ela de alguma maneira poderia me salvar, me transformando num monstro, mas ao menos eu ainda estaria viva, não?

Creio que perdi meus sentidos àquele momento.

Custei a acordar, mas quando acordei, o sol estava nascendo. Então eu havia dormido um dia inteiro? Levantei-me, ainda estando na cama simples, e passei a mão onde deveria estar o machucado, notando apenas o vestido rasgado e uma cicatriz não muito bonita. As janelas estavam fechadas, assim como as cortinas, e eu em um gesto inocente abri uma delas. A luz fraca entrou no quarto, e mesmo que fraca, ela conseguia queimar minha pele, fazendo-me reflexivamente fecha-las.

Eu havia me queimado com a luz. E isso se provava nas leves queimaduras em minha face, que estava sensível e ardente. Corri para um espelho para ver como meu rosto estava, se estava muito ruim ou com bolhas, ainda com o coração na boca.

À primeira vista, havia reflexão. Relaxei por alguns segundos, fitando a superfície reflexiva novamente. Havia reflexão. Mas, no espelho, eu era transparente. Eu podia ver o que havia atrás de mim... Gritei, gritei o mais alto que eu podia, mas minha voz saiu em um tom tão alto que quebrou o espelho e as janelas, apesar de meus ouvidos não tomarem-na como destrutiva.

Desesperei-me! Eu havia verdadeiramente me transformado em um monstro, afinal! A luz queimava minha pele, minha reflexão era transparente, minha voz era destrutiva. A porta se abria, e eu podia ver a moça de cabelos ruivos entrando no quarto, envolta em uma manta negra.

"O que houve aqui?" Ela perguntou, olhando para as coisas quebradas, olhando-me encolhida em um canto do quarto.

"M-meu Deus, me salve" Eu sussurrava, abraçando meus joelhos. "Eu v-virei um monstro."

"Ah, minha filha" Foi até mim, abaixando-se e ficando da minha altura. "Você preferiu virar um monstro."

"Então me diga que tipo de monstro eu virei..."

"Você agora é um belo monstrinho."

"Não existe monstro belo!" Gritei, sem mais nada para ser quebrado.

"Abaixe esse tom de voz. Um humano normal seria ensudercido por ela."

"M-mas..."

"Você agora se alimenta de sangue, minha querida. Você atingiu a imortalidade. Normalmente não faço isso para qualquer pessoa, mas me comovi pela sua vontade de viver".

Eu não pude evitar chorar. Eu havia virado o que chamavam de vampiro, um monstro maldito que se vive do sangue de outras pessoas, evitando a luz sempre, dormindo em caixões, correndo o risco de ser destruído por uma estaca no peito...

"Qual é o seu nome?" Ela perguntou, olhando em meus olhos.

"Ma... Maria."

"É um nome bonito. Meu nome é Ellouise. Você vai ser minha filha de agora em diante, certo?"

"Não! Nunca!" Gritei, me afastando dela. "Vou voltar para minha mãe! Para minha mãe!" Balbuciei e corri passando pela porta, deixando Ellouise para trás. O corredor que se seguia era extremamente escuro, mas meus olhos conseguiam enxergar bem no breu, apesar de minhas narinas sofrerem com o cheiro fedorento e úmido. Era intoxicante.

Corri até chegar em um longo hall, com grandes janelas fechadas, tapetes avermelhados e plantas exóticas, mas não parei apenas por lá, querendo me distanciar de Ellouise o máximo possível. Uma das plantas estendeu um de seus arbustos e segurou-me levemente com ele, fazendo-me gritar de nojo e me afastar dela, olhando para o corredor de onde eu havia vindo, confirmando que a moça ruiva não vinha atrás de mim.

"Maria, não precisa ter medo de mim." Ouvi ela dizer, aparecendo do meu lado. Me afastei dela, acidentalmente batendo de costas em um vaso com uma planta enorme, que enrolou uma vinha no meu braço. Ellouise apontou para ela, e ela se desfez em chamas.

"O-onde eu vim parar?!" Perguntei, gritando, puxando os cabelos. "Meu Deus!"

"Você está na minha casa, Maria." Se abaixou, segurando minha mão. "Vai ficar tudo bem."

"Uma casa de demônios! Não, não vai ficar tudo bem! Meu Deus! E não toque em mim, bruxa!" Berrei, as lágrimas já escorrendo pelas minhas faces. "O que a-aconteceu comigo?" Lentamente me pus de joelhos no chão, com as mãos no rosto.

"Você está muito cansada, e ainda é de manhã. Vá dormir."

"M-mas... De manhã é quando eu acordo..."

"Não se faça de idiota, Maria. Você agora é uma vampira."

"Eu não quero..." Parei de falar, deixando o choro tomar conta de mim.

"Vamos, já é muito tarde."

Senti ela me pegar no colo com facilidade. Questão de segundos depois ela já me deixava no chão, e eu sentava nele, chorando mais, e cada vez mais alto, como uma criança que fora arrancada da mãe.

"Silêncio, Maria" Ellouise disse, me levantando novamente. Eu forcei para baixo, deixando transparecer a menina mimada que eu era. "Pare de teimar. Abra os olhos."

Eu abri um deles, enxugando as lágrimas e olhando em volta. Havia caixões, mais exatamente seis deles, e alguns candelabros iluminavam aquela sala escura. O cheiro não era úmido nem intoxicante, era agradável até, e o aposento não era tão feio, apesar de escuro – Havia alguns quadros, tapetes, uma escrivaninha e alguns criado-mudos.

"Aquele é o seu" Ela falou, abrindo um caixão e sentando dentro dele, apontando para um grande demais para mim. "Vou comprar um pequeno amanhã, esse é de reserva."

"Mas... E-eu vou dormir em um caixão...?"

"Sim, Maria. Não vai entrar nenhuma luz nele e você não vai se queimar."

"E-eu não quero... Não quero dormir num caixão..." Estava chorando novamente. "Eu n-não morri... E-eu estou viva, não está vendo? Eu me mexo, eu falo, eu respiro, eu penso; eu não estou morta..."

"Morreu. Lembra da flecha? Lembra de quando eu suguei seu sangue?"

Eu iria descobrir mais tarde que talvez ela não fizesse isso por crueldade. Ela era assim mesmo, não gostava de enrolar nas palavras e muito menos de passar a mão na cabeça dos outros. Uma das raras vezes que eu a vi fazer isso foi no momento que se seguiu.

"Mas..." Meu rosto estava vermelho e eu tentava segurar as lágrimas, apertando meu vestido. Era triste demais para mim.

Ela suspirou. Estendeu-me a mão e voltou a falar.

"Venha cá. Pode dormir comigo essa noite. Mas só essa."

Relutante, eu fui até ela, segurando sua mão. A soltei para tirar meus sapatos e pisei no estofado macio, sentando-me nele e me virando para o lado oposto do de Ellouise.

"Boa noite, Maria. E não chore, estou aqui."

Ela me deu um beijo na bochecha. Talvez estivesse querendo agir como mãe. E finalmente fechou a tampa.


"Já está ficando tarde. Melhor eu ir dormir." Maria disse, levantando-se da cadeira e se espreguiçando. "Amanhã eu continuo a história. Me leve para meu quarto."

"Certo..." Ele falou, pegando-a nos braços como uma boneca, e subindo uma escadaria até uma torre muito alta no castelo. O quarto de Maria continha apenas uma janela, era enfeitado com flores que enchiam o ar com um aroma agradável e uma das paredes era um espelho – A menina adorava ficar vendo sua meia-reflexão, ajeitando os cabelos e achando falhas nos vestidos que o rapaz fazia para ela.

A deixou no chão e abriu a tampa de um caixão, onde Maria entrou e se deitou.

"Boa noite, Daniel." Ela disse.

"Boa noite, Eliza Maria."

"Já te disse para me chamar apenas de Maria. Boa noite." E a tampa se fechou, sem ela mexer um músculo.

Daniel suspirou, sentando-se em sua cama e observando o local de descanso da menina morta.

-----x-----


Btw
Russia is moe.

sábado, 23 de maio de 2009

Capitulo Extra: O que aconteceria se Nikki Reid fosse uma patricinha sem personalidade



Seu nome é Nicole Reid, todos que a conheciam em Detroit a chamavam de Nikki. Mas no momento não estava em Detroit, estava no carro de seu pai escutando-o falar de como ele e a mamãe a amavam muito, por isso a mandariam para uma ótima, e cara, escola interna.
Eles realmente a amavam demais por isso a mandaram para esta escola, como não agüentavam mais um olhar para a cara do outro, decidiram a manter longe até terminarem o processo de divorcio sem ela saber. Ela podia não ser muito esperta, mas já havia percebido a tempos o plano dos pais, quando achou os papeis em uma gaveta do escritório do pai, eu poderia dizer que ela estava procurando dinheiro para ir no shopping sem o pai deixar, mas não foi.
Ela lera todo o documento nos mínimos detalhes para ter certeza de que não era um engano, guardou o documento no mesmo jeito que seu pai deixa e sorrindo foi ao shopping, lógico que só depois de achar o dinheiro guardado... ops, falei.
-Da para imaginar – falou calçando um sapato que pretendia comprar com o dinheiro do pai – Divórcio, ai meu deus, os dois vão se separar – olhou para a moça da loja – Vou levar esse, você pode pegar um com mais salto, por favor?
-Pensa pelo lado bom, você vai ganhar dois presentes, eles vão brigar para te dar o melhor carro, vai ser ótimo – Tracy Nails, amiga desde a sétima serie da Nikki, falou enquanto decidia se levaria uma sandália ou uma bota – Só que vai ter aquela carência de pais, você terá que ficar indo de uma casa até a outra, todo fim de semana isso deve faze mal, para pele... Vou levar os dois – falou decididamente para a mulher que as atendia.
-Eu sei, mas eles querem me mandar para uma cidadezinha retro no meio do nada para "pensar melhor no meu futuro", não era mais fácil eles falarem que vão se divorciar e me darem dinheiro para afogar minhas mágoas em sapatos?
Isso mostra um pouco da personalidade amável e racional de nossa protagonista. Após essa revelação comovente passam-se alguns meses.
Agora voltamos ao carro.
-Chegamos meu anjo, vou para a diretoria confirmar a matricula. Uma das inspetoras a leva até seu quarto.
Seu pai, Anakim Reid, não era de falar muito, vivia para o trabalho e estava extremamente descontente com o ocorrido, não com o divorcio, na verdade estava dando pulos de alegria com isso, mas não queria se separar da filha sua bebezinha, linda e perfeita, na visão dele lógico. Nikki era boa em manipulá-lo, mas isso é outra historia... Voltando ao after (Sim esse é o nome da historia)
Nikki foi conduzia pelos corredores da escola por uma senhora gorda e falante - os sapatos não combinam com o vestido, da para ver a raiz sem pintar dos cabelos, está escola é um démodé sem graça, um retro totalmente fora de moda, tem poeira nos cantos... - tudo que a mulher falou foi abafado por estes pensamentos um tanto quando inúteis. Nossa protagonista só voltou e escutar quando a senhora falou.
-Seu quarto querida, espero que goste da sua nova colega.
No quarto havia alguns moveis antigos, pós-guerra provavelmente, mas o principal havia também uma menina loira de bochechas rosadas e estatura mediana:
-Oi, Nicole não é? Sou Lucy Woods, bem vinda a Diamond Beach.
-Pode me chamar de Nikki, esta cidade parece meio parada, tem alguma coisa interessante para fazer aqui?
-Tem garotos ótimos e festas melhores ainda, mas só nos fins de semana, te levo em uma, mas primeiro temos que comprar roupas que combinem com a cidade para você.
Com isso iniciou-se uma amizade, na verdade a amizade se iniciou quando elas perceberam que davam gritinhos histéricos a cada termino de frase.
Algum tempo depois, lá pela oitava festa que fora Nikki teve coragem de falar.
-Quem são aqueles caras que vem em todas as festas? -Olhava em direção a um grupo de cinco garotos.
-Lembra que falei que os garotos são ótimos? Aqueles são os melhores, não muito sociáveis, mas os melhores mesmo assim.
-Por que não muito sociáveis?
-Sei lá, eles meio que repelem qualquer um que não é do grupo... Não sei como, mas meio que dá medo sabe?
-Eu vou lá! Morder eles não mordem, não tem o que temer.
Lucy tentou falar alguma coisa, mas viu que não valia a pena. Nikki estava na metade do caminho ensaiando o que falaria:
-Olá - usou um sorriso que estava ensaiado durante anos na frente do espelho para momentos como aqueles - Sou Nikki, estudamos na mesma escola, vocês estão a fim de beber alguma coisa comigo e minhas amigas?
Um dos garotos, cabelos pretos metodicamente desarrumados, olhos castanhos avermelhados, alto e com um sorriso sádico no rosto tomou a frente do grupo para falar.
-Bem... Se você e a sua amiga tivessem um pouco mais de personalidade até que seriam meramente interessantes, mas como não tem gostaríamos que nos deixassem em paz pelo seu próprio bem estar, que é outra coisa que não nos importamos se vocês tem ou não...ou melhor não nos importamos em tira-lo de vocês.A sim meu nome é James prazer, agora adeus.
Com isso Nikki ficou meses sem ir em festas nem falar sobre este dia. Em meados de setembro seu pai foi buscá-la para morar com ele em Nova York.
Nicole Reid cresceu, se casou, teve filhos, envelheceu e morreu sem nem fazer idéia do que poderia ter conhecido ou vivido.



PS: desculpem pela demora, e desculpem por não ser um capitulo linear da historia. Logo escreveremos um novo capitulo. (desculpem pelos erros ortográficos umas das escritoras é muito boa, mas completamente analfabeta)

sábado, 2 de maio de 2009

Oitavo capítulo


-Eu matei uma garota
-Por que fez isso?
-Ela sabia com quem a Lucy saiu e decidiu contar para o xerife
Pensei um pouco e falei
-Foda-se
-Foda-se?Só isso?Você não liga?
-Não?!Se fosse eu elas provavelmente não dariam a mínima
-O Adam matou outra garota também...
-Caralho, foda-se as pessoas de certo. Por quê?
-Era meio que um plano para o xerife pensar que você não matou ninguém. Você estaria na festa, seria um bom álibi.
-Você mata e eu preciso do álibi - fingi que pensei com sarcasmo - Esqueci que sou a delinqüente da escola.
-Quer pelo menos saber quem nós matamos?
-Não, mas fala.
-Briony e Lola.
-Fudeu.
-Por quê?
-Briguei com a Lola na festa. Por que matou ela?
-Falei que ia matar uma, mas o Adam matou outra e é isso
-Deuses. Vocês matam pessoas tão naturalmente
-Somos que nem o exército americano
-Vaza. Vamos sair à noite, quem sabe passa a ressaca
-Mas amanhã tem aula
-Nós cabulamos
Ele riu e após me beijar saiu.
Percebi realmente que ainda fedia a cerveja então fui tomar um banho. Ao voltar vi Wes em frente ao meu quarto.
-Não entrou por que não foi convidado?-falei me lembrando de um livro de vampiros que eu havia lido.
-Não eu não tenho a chave, mas isso é só mais uma história idiota. Soube que mataram a Lola
-Muito inteligente da parte deles. Vocês conseguem fazer o xerife não encher meu saco por causa disso?
-Matando ele mas isso está fora de cogitação no momento.
-Por que? Vocês mataram um monte de meninas, por que não matar ele?
-Se meia dúzia de pratricinhas adolescentes não-tao-virgens morrerem as pessoas pensam que é so mais um psicopata de passagem, mas se um policial morre, elas realmente ficam preocupadas, qualquer movimento em falso elas nos descobrem, e incendiar igrejas cheias de gente em cidades pequenas esta meio fora de moda.
-Está bem –desejei não ter ouvido aquilo – Se é tão perigoso serem descobertos, por que o James me contou?
-Sei lá, acho que foi com a sua cara –parou de falar por uns segundos – É... sobre ontem...
-Esquece – Sabia o que falaria, mas não queria ouvir ate o fim – Esquece – queria afirmar a idéia – Não teve nada, sexo de bêbado não conta, mas se você falar alguma coisa para o James juro que descubro a maneira mais horrível de te matar, e a ponho em prática.
-Pensei que não se importa-se com ele.
-Não me importo, mas... sei lá, acho que não me importo.
Parei de tentar achar a resposta entrando no quarto e fechando a porta em sua cara. Desta vez não a abri novamente.
As nove, depois de ter passado o dia agonizando em meu quarto me arrumei, não exatamente me arrumei, só coloquei qualquer coisa pois não sabia onde iríamos e não me importava, pelo menos fingia que não me importava.
-Aonde você quer ir? – James disse ao abrir a porta sem bater.
-Queria realmente que o negócio do convite fosse verdade. Você nunca entrou no meu quarto enquanto eu dormi né?
-Que porra você está falando? Lógico que não entrei, que retardado tarado faria isso?
-Ah, não sei, tem gente que acha romântico, eu chamaria a policia se ela não achasse que sou uma assassina em série.
-Foi foda matar a Lucy, o Adam está meio triste ainda.
-O Adam é uma moça. Estou com fome, eu dirijo você paga.

sábado, 25 de abril de 2009

Sétimo capítulo:Sangue e Vodka part II

-No meu quarto.Não estava muito afim de vir.
-Tanto faz- disse fingindo desinteresse - Que bom que o Wes foi te buscar. Fica aí com ele porque eu preciso ir
-Espera,você me dá bronca por eu chegar atrasada e agora você vai embora?-disse isso rindo-Adoro nosso relacionamento.
-Para de beber-disse isso sério
Pegou a chave do carro do Wes,sussurrou algo para ele e saiu em disparado antes que eu pudesse ver.
Entrei na festa com o Wes e olhei ao meu redor, tinha pessoas que eu só tinha conhecido de vista, alguns da cidade, as ex-amigas da Lucy as quais eu não fazia questão de conhecer e outros do colégio também. De todas as festas essa era uma das três piores que eu já tinha ido- não vamos comenta as outras duas.
-Segura - disse Wes me dando um copo
-Diz que é alcoólico
-Minimamente - respondeu rindo
-Super
Tentei ignorar a música tecno,deprimente que tocava.Me encostei na parede e me deparei com um das ex-amigas da Lucy na minha frente se preparando para jogar cerveja em mim. Antes que eu pudesse perguntar já estava olhando para minha camiseta molhada e fedendo a cerveja.
-Que porra é essa?- perguntei, a garota que se virou e tentou ir embora
Peguei ela pelo ombro.
-Que merda você pensa que é?Que porra é essa?
-Lola Johnson,já nós conhecemos- dizia a garota ruiva metida- Lembra da Lucy, aquela garota que você matou? Foi ela que nos apresentou.
-Olha sua vaca, não desconte nos outros se você só ganha dois dólares por programa- sua face congelou, em uma mistura de raiva e desespero , provavelmente imaginou que eu não responderia-Agora some daqui, já estourei a cara de patricinhas como você por motivos menos absurdos que esse.
Parei por uns segundos esperando uma resposta que não veio
–E só para constar, eu não tinha nenhum motivo para matar a Lucy, estava até começando a suportar ela.
Ela tentou achar uma resposta mas desistiu e saiu com as outras amigas. Algumas pessoas saíram com ela,outras simplesmente ficaram chocadas.
-Você–falei apontando para o Wes que estava rindo em um canto –Prepara alguma coisa bem forte para mim beber.
-Depois desse show te dou até absinto- disse isso rindo
-E vê se coloca uma música descente.
A festa ficou agradável depois disso,comecei a conversar com Wes,ele era uma “coisa” interessante de se conversar.
-Como vocês morrem?
-Prata, facas de prata principalmente
-E sol o que ele faz?
-Nos deixa fracos.
-Que gay.
Me olhou do mesmo jeito que o James olhava quando eu fala coisas assim, querendo rir mas fazendo cara de sério.
-E as cruzes?
-Queimam
-Sério?
-Não
-Então você pode entrar em igrejas?
-São bons lugares para dormir.
-Vocês não dormem em caixões?
-Ah...-demorou um pouco depois respondeu num tom sarcástico-Não
-Faz sentido –pensei um pouco –Vocês são os piores vampiros que conheço.
-Somos os únicos vampiros que você conhece, não da para comparar algo que você não conhece.
-Onde o James está?
-Você não consegue manter uma conversa?
-Não as que me entediam
Ele pensou um pouco e olhou em volta, segui o movimento percebendo que estávamos só nós lá, todos já haviam ido embora, pois já eram quase quatro horas.
-Acho que está na hora de ir embora –ele falou fazendo eu esquecer minha pergunta.
Saímos e o carro do Wes estava na porta. No caminho de volta continuamos a conversar. Wes me levou até a minha porta, onde me despedi rapidamente e entrei, ao fechar a porta parei e pensei um pouco, abri novamente a porta e ele ainda estava
-Dane-se -falei baixo.
Ele me beijou e entramos no quarto.
Acordei na manha seguinte com batidas na porta, percebendo que Wes já tinha ido a horas. Sem me importar fui abrir a porta
-Que foi ?–era James na porta – Quero dormir, você sumiu ontem então some agora.
-Eu matei uma garota –falou como se estivesse me chamando para o café.
-Entra? –estava pensando se ele realmente falou isso ou se era inicio de ressaca [...]

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Sétimo capítulo:Sangue e Vodka


Dia 18/06 sábado, seis horas inicio da noite, olhei pela janela e o sol já estava se pondo. Fins de semana não era preciso usar uniforme, pus a primeira roupa que me veio a mão: camiseta do Metallica,jeans rasgado e um all-star cano alto, velho e manchado, quando alguém bateu na porta.
-Feliz aniversario amor - Charlie entrou no quarto com duas garrafas na mão - Não deixa ninguém ver, peguei escondido de onde eu trabalho.
-Realmente, a diretora não ia ficar feliz se soubesse que você trouxe vodka para escola,mas quem se importa, vamos comemorar mais um ano que vou de encontro a morte.
Bebemos e conversamos até umas sete e meia quando Charlie perguntou sobre o por quê não me encontrei com James
-Ele esta organizando uma festa para mim – respondi tomando mais um gole – Deve estar começando agora
-Você não vai?É meio mancada.
-Ele vai mandar um dos amiguinhos-capangas para me buscar quando perceber que eu não estou lá - alguém bateu na porta – Viu, eu tenho o dom.
Charlie riu provavelmente de bêbada, na porta estava Wes, uns dos amigos-vampiros-bizarros do James:
-Deixa-me adivinhar ele mandou você me buscar - com essa frase percebi que também estava meio bêbada
-Quer uma carona?-disse Wes para Charlie, me ignorando.
-Não precisa depois eu vou de moto - levantou meio cambaleante e saiu para o corredor onde Wes esperava impaciente.Ela foi para seu dormitório que não ficava muito longe do meu, enquanto eu segui Wes até o estacionamento, entramos em um carro preto, uma BMW acho.Ele dirigiu por um tempo sem falar nada, até que comecei a mexer nas coisas do carro.
-Apocalyptica? Não e meio clichê para um vampiro?
Olhou para mim como se fosse uma retardada, mas não falou nada, coloquei o CD para tocar, e continuei a mexer nas coisas sem me importar se o estava incomodando, uns minutos se passaram até ele responder.
-Também gosto de rock clássico e heavy metal, não só de melódicos- respondeu rápido como se não quisesse continuar a conversa, mas não queria me deixar sem resposta.
Enchi ele de perguntas, no começo ficou receoso de responder, mas com o tempo a conversa começou a falar mais naturalmente, descobri que ele e James tinha ido a vários shows históricos de rock, viajado pelo mundo inteiro com o grupo que estavam agora, Thomas ,era o mais velho,302, meio que o líder, Wes tinha 143, James 176,Pete tinha 120, Adam era o mais novo,”só” 54.
Quando chegamos no lugar da festa, um pub que ficava um uma pequena cidade próxima de Diamond Beach, fui de encontro de James que estava me esperado na porta.
-Onde você estava?

sábado, 14 de março de 2009

Sexto capítulo:The new girl

Depois de três dias voltei a freqüentar as aulas por insistência das inspetoras. As aulas foram desinteressantes, mas no intervalo tive um deja vu, o xerife da cidade vai à minha direção
-Sou o xerife...
-Sim eu sei nos vimos há poucos dias atrás- disse o interrompendo
-Bem... Eu gostaria de conversar novamente com você sobre a Lucy
Por uma coincidência um tanto sarcástica o sinal para a próxima aula tocou.
-Pode ser depois?Tenho aula agora.
-São só algumas perguntas, é rápido.
-Eu tenho prova agora – menti-Pode falar enquanto andamos?
-Sim claro, vamos... Bem, onde você estava no dia...
-Sai com uma pessoa, por quê?-o interrompi de novo
-Que horas?
-Das nove as onze, por quê?
-Onde vocês foram?
-Praia... Deixa-me ver se entendi, acha que a matei?- paramos no meio do corredor-Claro culpe a delinqüente. Licença, agora eu preciso ir para a aula- deixei o MCulkin lá
Na porta encontrei James.
-O que você disse para ele?
-Eu a matei sua voz irritante me enjoava.
-E?
-Depois ele vai vir com um mandato de prisão para mim.
-Que seja Nikki.
-Tchau.
Entrei na classe ignorando qualquer coisa que eu tenha dito, procurando a carteira do fundo para dormir.
-Não sei se você tem muita sorte ou grande azar
Olhei para quem tinha falado, era uma garota.
-Por quê?
-Você só está namorando um dos cinco garotos mais gatos do colégio. Tem um monte de patricinha com raiva.
-Não estou namorando ele. Provavelmente as patricinhas são todas amigas da Lucy. De qualquer jeito, você é nova aqui?
-Não, mas também com a voz irritante da Lucy era difícil perceber algo
Assenti.
-A propósito sou Charlie Smith - disse a garota de olhos e cabelos pretos com um sorriso e a mão estendida.
-Prazer - disse estendendo a mão também- Me chame de...
-Não precisa se apresentar- disse ela me interrompendo – Em uma escola onde o mais incorreto que os alunos fazem é combinar vestido florido com sapatos pretos, uma garota expulsa no meio do ano de outra escola é uma noticia que se espalha rápido.
-Verdade, que droga
-Então porque você foi expulsa?
-Uma patricinha de vestido florido e sapato preto precisava de uns socos
-Entendo.Agora você é uma delinqüente.
-Exatamente.
Depois de muito conversarmos percebi que Charlie era bem legal e que faziamos todas as nossas aulas juntas, e que provavelmente era a única garota decente naquela droga de lugar.
-Tenho que trabalhar, depois a gente se vê! - disse se despedindo.
Despedi-me e como sempre, fui para a biblioteca, já não agüentava mais ficar no quarto. Pequei um livro que estava na mesa, mas pelo meu azar era um dos livros que eu mais odiava...”Romeu e Julieta” dois jovens apaixonados morrendo por um amor impossível, meigo mas um desperdício de juventude.
-Você não parece do tipo que lê isso .
-Estou quase vomitando - me virei para ele -Você não consegue iniciar uma conversa como um ser humano normal?
James sentou do meu lado tirou o livro da minha mão folheou-o, e o jogou de lado.
-Você realmente falou que matou a Lucy?
-Para um vampiro você e meio lerdo na hora de entender sarcasmo.
Olhou sério para mim, não falou nada, pegou o livro, leu, ou fingiu que o leu, depois de escolher as palavras, continuou.
-Então ele não vai vir te prender?
-Não!
-Que bom, realmente tinha ficado preocupado com você.
Dessa vez eu que tinha ficado sem palavras.
-Aah...Mas ele está realmente achando que eu a matei.
-Porque ele acha isso?
-Por eu ser a droga de uma delinqüente!
-Faz sentido-ficou um tempo pensativo - Acho que sei como fazer ele esquecer de você.O que você vai fazer esse fim de semana?
Droga,pensei, tantos fins de semana e ele tinha que perguntar justo desse.
-Vou ficar no quarto comemorando mais um ano que me aproximo da morte- sussurrei mesmo sabendo que ele escutaria.
-Vai ser seu aniversário! - falou com uma excitação desnecessária –Isso é perfeito, preciso arrumar umas coisas depois a gente se vê.
Levantou-se, me deu um rápido beijo e em poucos segundos já estava fora de vista.
-Fudeu - a única palavra que me veio à mente naquele momento.

Quinto capítulo:Verdade


-O que você quis dizer com acidente?
-Nós podemos falar sobre isso outra hora - disse ele sério -Esquece isso Nikki
-James como você quer que eu esqueça isso?
-Quer a verdade?- disse ele irritado-A verdade? eu sou um vampiro, o Adam matou a Lucy e você era só o meu lanche da tarde.
-James, a Lucy morreu como você pode brincar?
-Você não queria saber a verdade?
-Que merda. Sai daqui James
-Não estou brincando.
-Então você é um vampiro, curte sangue, morre no sol...
-Isso é meio gay sabia?
Ele abriu um sorriso malicioso, então o empurrei até a porta. Ele se virou bruscamente e me beijou.
-Você não é tão bom quanto acha. Você não consegue falar sério.
Sorrindo novamente, ele arrancou minha camiseta e me jogou na cama.
Ele começou a beijar meu pescoço foi quando pensei, dane-se e arranquei sua camisa.
Na manhã seguinte eu percebi que James não estava mais lá. Me troquei, virei e vi James afivelando o cinto,saindo do banho.
-Quer sair para comer alguma coisa?
-Vamos
Saímos do hotel e paramos em um café.
-Acredita que eu sou vampiro?
-Não, você está no sol- disse rindo sarcasticamente olhando para o nada, já que sabia que ele estava brincando.
-Isso é lenda urbana
-Assim como vampiros
Ele tentou me dar uma explicação estúpida que não fiz questão de ouvir, me levantei deixando ele lá. Voltei para o hotel peguei minhas coisas para ir embora, mas James apareceu nervoso.
-Por que você não quer acreditar?
-Porque não faz sentido?
-Me dá uma faca
-Pra que?
-Só me dá a faca
Peguei um canivete que levava na bolsa e dei para ele.
Num movimento rápido ele fez um grande corte transversal no braço esquerdo, que se curou em segundos. Mas a única coisa que eu consegui falar foi:
-Você sujou o chão e toda sua camisa
-Acabei de cortar meu braço e você fala da camisa
-Deve ter uma explicação para isso
-SIM. Eu sou vampiro
-Troca essa camisa, vão achar que nós matamos alguém aqui no quarto.
-EU... CORTEI... MEU... BRAÇO
-Eu vi, e ele se curou rápido. Isso faz tanto sentido quanto você ser um vampiro, mas como isso aconteceu há uma leve chance de ser verdade
-Leve chance?
-Não sei... Isso é impossível, mas acho que estou começando a acreditar?!
-Desisto. Vamos embora,mas me deixe tomar um banho primeiro.
Fiquei em choque até ele sair do banho e me arrastar para fora. Pegamos um táxi e fomos até o aeroporto. No avião não falamos nada.
Chegando a Delaware ligamos para alguém da escola nos buscar. Na escola fui direto ao dormitório sem me importar com James.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Quarto capítulo:Beloved Lucy



Nessa mesma tarde após os pais de Lucy terem resolvido uns assuntos na polícia e na escola, pegamos um vôo para Los Angeles, Califórnia.Era inicio da noite quando pousamos, como eu não queria incomodá-los decidi ficar em um hotel. Com o dinheiro que meu pai me mandara podia muito bem pagar um hotel para os dois dias que ia passar lá.
-Tem certeza querida? Na nossa casa tem bastante espaço, não vai ser nenhum incomodo-disse a mãe de Lucy, Lois Wood, com a voz fraca depois de tanto choro.
-Não precisa Sra Wood, não quero atrapalhar...
-Não tem problema...De qualquer jeito vamos te deixar nesse hotel, ele fica duas quadras do cemitério - disse o pai de Lucy, Bruce Wood, apontando a direção do cemitério após parar na frente de um hotel.
-Obrigada.Acho que vou andando, não precisa se preocupar de vir me buscar...E obrigado mais uma vez por terem me trazido, eu gostava dela.
Sai do carro, agradeci mais uma vez. Eu gostava de Lucy ela era diferente, expansiva meio hiperativa nunca parava de falar, era estranho conviver com ela, mas até que agradável.Enquanto ela falava, eu poderia ficar em silêncio sem chamar atenção desnecessária.
Entrei no saguão do hotel, como não era temporada de férias tinham muitos quartos e não precisei me preocupar de não ter feito reservas. Paguei os dois dias que ia dormir lá e subi para meu quarto, assim que me deitei tentei absolver os acontecimentos dos últimos dias como tudo havia acontecido muito rápido, e o que James quis disser com acidente.Assim que eu voltasse para a escola conversaríamos.Não demorei muito a cair no sono.
Acordei atrasada para o funeral, me troquei rápido a fim de chegar pelo menos antes de acabar.Não fui a muitos enterros, por isso não sabia o que vestir, só sabia que tinha que ser algo preto, então pus uma calça jeans escura e uma camiseta preta e all-star. Fui direto ao cemitério.
Chegando, vi ao lado da porta os pais de Lucy abraçados, a Sra Wood chorando no peito do marido.Ao ver isso fiz uma coisa que não fazia há muito tempo, pensei em meus pais, sei que parece estranho mas nunca tivemos muito contato, mesmo quando morávamos juntos, eles nunca ficavam em casa, sempre tinha reuniões, horas-extras. Agora que acabou o processo de divórcio eles vão ficar mais afastados ainda. Minha mãe no dia seguinte do fim do processo viajou para Escócia, com o namorado, e não ficou sabendo do ocorrido. Meu pai simplesmente ouviu um leve resumo da história, enviou o dinheiro e não perguntou mais nada como se sair da escola para um funeral no outro lado do país fosse uma coisa freqüente.
Os pais da Lucy eram diferentes de tudo que eu conhecia, pareciam do tipo que a abraçariam toda vez que ela voltasse da escola, que tirariam dias de folga só para ficar mais tempo juntos, que fariam de tudo para estar sempre ao lado dela, mas agora que ela morreu, eles pareciam sem vontade para viver. Eu agora, me sentia culpada por não ter dito nada sobre a sua morte, sobre o Adam ou sobre o James.
O velório estava cheio, muitos familiares e alguns amigos da Lucy, todos seguiram o caixão pelo cemitério. Fui seguindo atrás de todos, não me dou bem com multidões, muito menos com multidões de familiares.
Me afastei ao ouvir as palavras do padre, não acreditava no que ele falara, se Deus era tão piedoso porque os pais de Lucy estariam sofrendo agora? Afastei mais um pouco para não expor o que pensava. Fiquei a uma distância boa o suficiente para ver, mas não para ouvir.
-Você não acha que está informal demais para um enterro?- disse uma voz inconfundível, num tom maldoso atrás de mim.
-E você não deveria estar a alguns estados daqui?
-Vim no vôo noturno, queria prestar as últimas homenagens a Lucy-disse formalmente.
-Últimas homenagens?James, você nunca conversou com ela- falei sem virar na direção dele-Depois eu quero falar com você...Estou em um hotel a duas quadras daqui, você pode passar lá depois, mas nós só vamos conversar.
Finalmente o padre parou de falar e eu pude me aproximar da multidão. Passou mais algum tempo até o enterro acabar, mas mesmo após todos terem ido embora fiquei junto aos pais de Lucy em frente ao seu túmulo.Não falamos nada um para o outro, eu nem percebi que James também tinha ido embora, o único som que tinha era os soluços de choro da Sra Woods desconsolada.
Quando saimos do cemitério já havia passado das onze, o sol já havia se posto e as ruas estavam cheias de pessoas arrumadas para aproveitar o dia.Fui andando sem problemas até o hotel, mas quando chequei alguns metros de sua entrada vi James encostado na parede, com cara de entediado, mas mantendo a postura imponente e perfeita.Pelo que parecia ele estava com a mesma roupa que usara no funeral, uma calça social, uma camisa totalmente abotoada, um paletó, provavelmente de grife, todos de cor preta com um ar glamouroso, parecia mais que acabara de sair da entrega do Oscar do que de um enterro-às vezes me pego pensando se ele tem essa postura natural ou se e fingimento de uma mente medíocre que necessita de atenção.
- Está esperando há muito tempo?-minha voz estava desinteressada.
-Desde a hora que você falou para eu vir para cá-falou enquanto bocejava
-Isso faz quatro horas, você ficou ai esse tempo todo?
-Quatro horas... Isso explica porque eu estou entediado.Você queria falar comigo?
-Depois, eu estou morrendo de fome, não como nada desde ontem à tarde.Vamos pedir comida no meu quarto.
Depois de jantarmos, ele disse que o hotel estava cheio e que não tinha onde ficar e pediu para dormir em qualquer canto do quarto.Fingi que acreditava, mesmo por que tinha muitas coisas para falar, mas assim que me distrai ele começou a me beijar era quase impossível faze-lo parar.A imagem dos pais de Lucy e seu sofrimento eram mais fortes na minha cabeça, fazendo com que eu juntasse todas as minhas forças para pará-lo e questioná-lo de tudo que ele estava envolvido.
Eu mal sabia que todas essas respostas iam gerar mais perguntas e muitos problemas.



domingo, 11 de janeiro de 2009

Terceiro capítulo:Desencontros






Já tinha passado os cinco dias de feriado- era uma comemoração ridícula da cidade. James tinha passado todo o feriado comigo, no último dia ele tinha me levado a uma festa e me apresentado seus amigos- eles eram interessantes também, tinham algo diferente assim como James.
Era o primeiro dia depois do feriado, vestia meu uniforme- eu odiava usar essa coisa, uma saia de pregas com camisa branca e meia três quartos, não era meu estilo. Peguei meus livros e ao sair encontrei James me esperando do lado de fora. Foi a primeira vez que eu comecei a gostar do uniforme, ele conseguia ter estilo usando aquilo. Sua camisa estava meio desabotoada, a gravata em volta do pescoço meio solta. Ele estava com uma mão no bolso e com a outra segurava o paletó, a cabeça estava encostada na parede.
-Por que você está esperando?
-Que seja me dá seus livros- disse puxando os livros da minha mão.
-Você é sempre arrogante assim?- dizia ele ao parar na porta da sala de aula.
-Só com você- sorri quando disse isso.
-Tchau, te vejo na aula de educação física- disse ele com malicia.
Eu não entendi, mas já estava chegando à mesa então o ignorei e sentei na carteira nos fundos. De repente vi Lucy correndo na minha direção.
-James... Você está saindo com ele?VOCÊ
-Alguma coisa errada?Não posso?
-Não quis te ofender, mas justo VOCÊ...
-Se você não conseguiu a culpa não é minha.
-Desculpa- disse ela saindo meio ofendida como se a culpa fosse minha.
Depois de umas três aulas, fui para educação física um pouco curiosa com o que James disse já que não tínhamos aulas juntos. Chegando lá ele estava jogando futebol com os amigos de classe, ele estava com a camisa aberta sem a gravata e sorria vindo em minha direção.
-O que você está fazendo aqui?- perguntei curiosa
-Jogando futebol, só vim te perguntar se queria sair hoje?
-Como sabia meu horário?
-Tanto faz, quer ir ou não?
-Decidiu bancar o arrogante agora?
Deu um sorriso e continuou a jogar. Fiquei sentada a aula inteira, pois não tinha vontade o suficiente para jogar. Olhando para James fiquei pensando porque ele me dava tanta atenção, pensava acreditando nas palavras da Lucy. A aula tinha acabado no intervalo chamei Lucy, mas ela disse que tinha que arrumar umas coisas na biblioteca- acho que estava com raiva de mim. Fui até o refeitório e me sentei numa mesa afastada que estava vazia, e comecei a adiantar umas lições para o dia seguinte.
As aulas passaram e logo eu já estava no dormitório. Deitei na cama olhando pra cima, Lucy me assustou abrindo a porta toda apressada
-Adam, o amigo lindo de James, me chamou para sair!Isso não é demais?- sua empolgação me irritava.
Eu me lembrava de Adam, parecia ser o mais novo do grupo, era meio evasivo comigo.
-Que legal- mostrei entusiasmo sarcastico ao dizer isso
-Vou voltar tarde
-Boa sorte
Ela bateu a porta saindo apressada. Algum tempo depois quando terminei minha lição de casa decidi ir tomar banho quando me lembrei que James ia me buscar.
-Vem, não vou deixar você fugir de novo-disse James me agarrando pelo braço quando sai.
-Mas eu nem me troquei
-Tanto faz
Ele me arrastou até o carro. Ele estaciona e me arranca do carro de novo, chegamos à praia.
-Vamos?
-Tenho opção?
-Você só reclama
-Não estou reclamando, só não gosto de praias.
-Que seja vem-disse me puxando de novo.
Eu realmente achava que aquilo era um seqüestro, normalmente esse tipo de comportamento não é normal - na verdade ele não era muito normal, o que me fazia acha-lo interessante,acho. Sentamos na praia e ficamos ali por um tempo.
-É assim que você vai me fazer gostar desse lugar?Trazendo-me aqui?
-Essa é a única parte legal da cidade, contente-se com isso.
-Desculpa, por que você sai comigo então? Eu sou tão arrogante com você.
-Não tenho nada melhor para fazer.
-Eu também to no tédio.
-Então vamos acabar com o tédio
Ele se virou e me beijou. Estávamos quase caindo na areia quando o celular tocou.
-Droga
Ele atendeu.
-Fala-falou com raiva enquanto a pessoa do outro lado da linha falava-Estou indo para aí.
-Que foi?
-Nada, vamos embora, tenho um assunto urgente.
Entramos no carro. Ele me deixou no estacionamento e a última coisa que disse foi:
-A gente continua depois-estava com um sorriso ao dizer isso.
Fui para meu quarto, estava tarde e eu não tinha nada pra fazer, então dormi. Quando acordei percebi que Lucy não estava lá, mas não achei estranho já que ela sempre saia primeiro. Troquei-me, estava quase saindo quando James entra no quarto.
-Que foi? Eu tenho aula agora, depois à gente conversa.
-Você não sabe o que aconteceu?- dizia ele meio sem acreditar
-Não?!
-Lucy... Foi encontrado morta, o xerife está querendo conversar com você.
-Mas... Como?
-Ninguém sabe ainda. Só não fale que ela saiu com o Adam, depois eu explico
Ele saiu, e eu fui para a aula sem entender- não tentei entender. Todos estavam comentando o incidente. Lucy era meio irritante, mas ela era uma boa companhia-era?!não tenho certeza. No intervalo fiquei sentada no canto meio afastada. Vi um homem fardado provavelmente perguntando de mim, pois ele parou numa mesa cheia de meninas que apontaram na minha direção e veio até mim.
-Xerife McCulkin, preciso fazer umas perguntas.Posso me sentar?-disse puxando uma cadeira
-Claro
-Primeiramente, sinto muito pela sua amiga
-Eu também
-Quando foi à última vez que você viu ela filha?
-Ontem à tarde, ela disse que ia sair com um cara.
-Quem?
-Não sei, ela não me disse-tentava mentir, e para mudar de assunto perguntei - Como ela morreu?
-Bem... Nós não sabemos ainda, sinto muito novamente.
-Se precisarem de mim é só chamar
-Obrigado, manteremos contato
Todos olhavam para mim, James vinha falar comigo.
-O que ele perguntou?
-Ele só perguntou quando foi a última vez que eu a vi
-O que você disse?-seu tom de voz mudou
-Calma, fiz o que você pediu. Agora pode me explicar?
-Depois... Preciso ir
Fiquei lá sentada esperando uma resposta enquanto ele foi embora. Depois das aulas ele apareceu no meu quarto mais calmo.
-Você está bem?
-Sim, estou bem- eu estava bem, mas ainda estava meio que em negação.
Ele veio e me deu um abraço tentando me confortar.Eu comecei a beijá-lo, o empurrei na parede, ele tentou me fazer parar, mas eu não o fiz, foi quando ele me virou para a parede e retribuiu o beijo de forma com que eu não poderia fugir e me empurrou até a cama.James estava tirando a camisa, nós dois já estávamos na cama,quando alguém bateu na porta e chamou por mim.
-Oi- era a inspetora - Sinto muito por Lucy, eu vim pegar as coisas dela.
-Poderia voltar mais tarde?
-Claro, me desculpe
-Tudo bem- fiz um sorriso forçado
Fechei a porta e lá estava James ainda, sentado em uma cadeira no canto.
-Sem interrupções?
-Sim?
Ele veio com tudo e me beijou. Eu não conseguia fazê-lo parar, não sei por que era tão impossível
Me lembrei de que a inspetora ia voltar.
-James -interrompi empurrando ele
-Que foi dessa vez?
-A inspetora vai voltar
-Está bem, eu te ajudo a levar as coisas
-Tanto faz
Levamos os pertences de Lucy. Nos encontramos com os pais desconsolados.
-Aqui estão- disse James entregando aos pais uma caixa com os pertences de Lucy.
-Sinto muito- disse ele
-Obrigado- disse o pai
Nós subimos e voltamos mais uma vez para o quarto. Ele sentou-se na minha cama e eu me sentei ao seu lado.
-Sinto muito por ela. Preciso te contar algo- ele estava sério agora
-O que?
-Foi o Adam que me ligou na praia
-Ele sabe de algo? -perguntei curiosa
-Ele estava lá quando ela morreu, foi por isso que me ligou. Aconteceu um acidente com ela, ele ficou desesperado e me ligou para tentar ajudar, mas a culpa não foi toda dele, por favor, não conte isso para ninguém. Vou tentar arrumar as coisas.

Depois de dizer isso saiu quarto sem mais explicações- não que ele desse muitas. No dia seguinte não falei nada para ninguém,a morte da Lucy já não me interessava mais a única coisa que eu queria saber era o que mais ele estava escondendo.
No outro dia fui informada pela inspetora que os pais de Lucy iriam fazer o enterro na Califórnia.
Decidi ir então pedi uns dias de dispensa com a autorização de meus pais.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Segundo capítulo:O primeiro contato



Era feriado longo e eu não tinha para onde ir, Lucy ia para a casa de seus pais. Já eu não tinha nada para fazer, não podia ir para casa porque meus pais estavam em processo de divórcio e não me queriam por perto. A escola estava vazia e minha última opção era a biblioteca.
Quando cheguei à biblioteca peguei o primeiro livro que eu vi- estava tão entediada que nem percebi que falava sobre mitologia de vampiros e lobisomens. Comecei a gostar do assunto, vi um vulto atrás de mim, mas estava tão entretida na história que nem percebi.
-Oi... Vampiros?Você gosta?Super interessante – disse uma voz com um sotaque e tom sarcástico.
-Não muito- respondi num tom sério tentando combater o tom sarcástico-Só peguei esse livro porque estava entediada, odeio quando a escola fica vazia, mas até que gostei do assunto...
Continuei lendo sem dar atenção, mas ele puxou uma cadeira e sentou do meu lado.
-Sabe... Eu não acho que você seja uma delinqüente.
-Sério? Acho que você é o primeiro. Todos acham isso parecem que tem medo de mim, mas não que eu ligue. Gosto quando as pessoas não prestam atenção.
-A escola esta vazia e já que aparentemente você não tem nada para fazer... Quer dar uma volta?
-Já que eu não tenho nada melhor para fazer- disse desinteressada.
Saímos da biblioteca e andamos pela escola durante um tempo. Nunca tive tempo para observar a escola e perceber quão velha ela era.
-Então... De onde você veio?
-Detroit, eu meio que bati numa garota e fui expulsa.
-Serio, achei que era pior. Pelo jeito que falam- disse com um sorriso.
-E você?Da onde veio?-ignorei o que disse.
-Inglaterra. Moro aqui há um tempo- disse sorrindo
Não falei mais nada.
-Meus amigos estão fazendo uma festa no nosso dormitório.Quer ir?
-Sim, claro.
Não prestava atenção em mais nada, estava entediada.
-Acho que eles foram para outro lugar - disse ele quando chegamos ao quarto vazio.
-Que pena. Vou para meu quarto dormir, a gente se vê.
-Espera. A gente pode sair-disse bloqueando minha passagem com o braço e fixando os olhos nos meus.
-Preciso ir- interrompi o silêncio.
-Eu não entendo- disse ele confuso
-É fácil, estou com sono e preciso ir. Tchau- disse saindo.
Eu não entendi porque ele quis me segurar, mas eu voltei para meu quarto já que não agüentava mais o sono.
Acordei com a luz que vinha da janela no meu rosto. Percebi que seria mais um dia tedioso e metaforicamente nublado naquele lugar. Ainda era feriado então a escola estaria vazia e eu decidi ficar no quarto dessa vez. Levantei com uma batida na porta.
-Oi - disse o mesmo garoto de ontem - Quer que eu te pague um café?
-Como você sabia meu quarto? – na verdade eu não ligava para isso
-Acho que você me disse. Então vai querer?
-Sim, só vou me trocar.
-Vou te esperar
Me vesti com qualquer coisa e saí.Ele ainda estava lá fora.
-Pronta?
-Sim, você paga?
Cinco minutos depois já estávamos sentados na cafeteria.
-Gostaria de sair comigo hoje à noite?
-Talvez. Eu ainda não sei o seu nome
-James
Ele fixou os olhos nos meus.
-Sim ou não?
-Talvez. A gente se encontra depois?
-Preciso ir agora, depois passo no seu quarto então- disse se levantando da cadeira meio estranho.
-Até mais.
Fiquei sentada ali lendo o livro que pegara na biblioteca.
Eram umas oito horas, o céu já estava escuro. Passara o dia no quarto terminando de ler. Novamente levantei com uma batida na porta.
-Vai querer sair?
-Ok... James, tenho escolha?
-Não.
De novo vesti o primeiro jeans que achei e a primeira camiseta da gaveta. Abri a porta do quarto e o vi no fim do corredor esperando por mim. Foi a primeira vez que percebi como ele era. Ele tinha olhos azuis e cabelos despenteados castanho.
-Vamos?- disse ele balançando a cabeça em direção a saída.
Eu não respondi nada só o segui em direção ao estacionamento. Ele abriu a porta do carro para mim, um conversível esportivo.
-Você já comeu alguma coisa?Quer jantar?- disse ele ao entrar no carro.
-Sim?
-Ótimo
Ele estacionou na frente de um restaurante. Ele saiu e abriu a porta para mim. Entramos e nos instalamos em uma mesa.
Comemos e ficamos conversando durante horas. Ele falou sobre Diamond Beach.
Não era tão desinteressante quanto a Lucy, mas não mantínhamos a mesma conversa por muito tempo.
-Já é tarde.
-Vamos
Chegamos à escola que não ficava tão longe da cidade.
- Boa noite
-Boa noite - disse sorrindo
Fui para meu dormitório, me troquei e dormi. No dia seguinte passei metade do dia lendo mais um livro sobre alguma cisa irrelevante que não ficou muito tempo guardada na memoria. Quando terminei, fui para a biblioteca buscar outro.
-Oi- disse uma voz atrás de mim.
Me virei sem vontade já sabendo quem erra:
-Devia chamar a policia, isso já esta virando perseguição.Você não tem nada melhor para fazer, tipo...induzir garotas a irem em festas inexistentes.
-Seria perseguição se eu se eu fosse um maniaco-depressivo que tivesse várias fotos suas no armário, mas na momento so estou conversando com uma garota que esta sempre no mesmo lugar, e que é infinitamente mais interessante que a maioria das patricinhas desta escola - puxou uma cadeira para se sentar do meu lado novamente.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Primeiro Capítulo: Delaware- Diamond Beach


Olhando pela janela do carro, sei que ele está falando alguma coisa, mas nem ligo só queria saber por que eu fiz aquilo.
Estava com meus amigos na escola quando o grupo de Tracy Nails apareceu. Ela não devia ter nos zuado foi quando eu perdi o controle, ninguém me segurava, quando me dei conta já estava na diretoria com meus pais discutindo e o diretor assinando minha expulsão. No dia seguinte, eu já estava com as malas prontas a caminho de Delaware- um estado minúsculo e deprimente que ninguém lembra. Ia estudar em um colégio interno, já que meus pais não agüentavam minhas atitudes inconseqüentes e não me queriam por perto.
Agora mexo no rádio e continuo ignorando meu pai que está falando alguma coisa sobre responsabilidade e maturidade, mas a única coisa que penso é: aquela patricinha mereceu, espero que morra naquele hospital-eu sei que pareço uma louca revoltada, mas vocês não sabem o que eu passei.
Eu ia ir para Diamond Beach- não conhecem?Tudo bem eu também não. Era uma cidade com menos de 250 habitantes, provavelmente todos se conheciam.
-Nikki... Nikki- disse meu pai, me arrancando dos pensamentos- Já chegamos.
-Tem certeza que é aqui-eu disse olhando para aquele lugar depressivo e velho.
-Sei que você não ouviu nada do que eu falei, mas tente não arranjar problemas.
Nos dirigimos a diretoria sem falar nada um para o outro e assim que confirmamos minha matricula,eu me despedi de meu pai.Percebi que minha vida ia mudar completamente.Quando dei por mim a secretária da diretoria me olhava de baixo para cima como se eu fosse uma delinqüente.
-Irei chamar a inspetora de alunos para conduzi-la ao seu dormitório.
Assenti mas não falei nada. Cinco minutos depois uma mulher gorda e sorridente me ajuda com as malas e me conduz ao corredor dos dormitórios.
-É sempre bom novos alunos- diz ela com um sorriso verdadeiro estampado no rosto- você vai adorar este lugar, creio que você vai arrumar muitos amigos. Chegamos- diz ela abrindo uma porta- Boa sorte.
Ela era otimista demais, foi estranho, mas eu gostei dela.Quando entrei no quarto que era enorme,vi vários móveis mas o que mais me chamou a atenção foi a garota que estava deitada em uma das
camas lendo.
-Oi, estava esperando por você- disse super animada- Minha amiga delinqüente.
Não entendi se era sério ou se era sarcasmo, e respondi:
-Oi, Nikki Reid, prazer - disse estendendo o braço.
-Lucy Woods, sua nova melhor amiga.
Essas foram às únicas palavras que eu prestei atenção, ela continuou tagarelando enquanto eu arrumava minhas coisas.
Nas semanas que se seguiram eu continuei revoltada com a situação, a escola não era tão ruim e eu até comecei a gostar da Lucy, mesmo falando demais ela até que era legal.Na metade do mês, ela começou a me levar em festas porque dizia que eu ficava tempo demais no quarto e que precisava de novos amigos.

Prólogo



Meu nome é Nikki Reid,tenho 16 anos e sou perseguida por uma patricinha desde a minha infância.Tracy Nails sempre me perseguiu,talvez por eu ser melhor do que ela, e nunca revidar suas brincadeiras.Nós estudamos juntas desde a terceira série.Em todos os anos ela pregava umas peças e me zuava o ano inteiro,mas no começo do segundo colegial isso mudou.